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1.14.2012

Valse Sentimentale

O Violino de Tchaikovsky esfola os ouvidos. É um choro verdadeiro, sôfrego, contido. O choro dos amores não correspondidos. Certas melodias carregam na alma cargas tão pesadas, que não se contentam em conduzí-las sozinhas, têm, antes, que dividí-las. Quanta generosidade. Vejo graça por toda parte. Em todo caso, é melhor que  baixe o volume deste clássico antes que a vizinhança me peça, sem qualquer delicadeza, para desligá-lo. Fitando o teto negro e sem fundo do universo, mas ele desvia o olhar, incrédulo. Daqui a pouco, outro dia estará amanhecendo. E onde estará ele, que não vejo? Ainda tenho esperanças de me reconciliar com o sono. Cedo ou tarde ele acabará me deixando alguma pista de como. Sismógrafo ligado. Agora estou tentando captar um foco sísmico de tempo. Acho que o vi: passando...Podia ao menos ter dado um aceno. E por falar em tempo, que dia é hoje?! Deixe-me revirar estes escombros de números. Este é do ano de 2006, não serve. Vejamos: 2007, 8,9,10,11,2012. Deve ser este. Guardo com ternura todos os presentes que já me deram. Sempre tive loucura por tudo que simoboliza afeto. Por exemplo, estes calendários de banco, que todo ano me mandam pelos correios.


( ☠ )
Sexta-feira 13. Número (ím)par.
Dia do Azar.
Deve ser este o motivo pelo qual, nesta manhã,
a melancolia levantou cedo para me acordar.


                  Não fosse pela especulação inoportuna deste beato entediado, que chamam de Calendário, eu nem saberia que outro ano havia começado. Da última vez que nos vimos, lembro que tinha exatos: 366 dias para mudar a minha vida, dos quais, ele faz questão de me recordar que 13 já foram pro ralo. Estou aprendendo a dividir o tempo em fatias. Foi o único modo que encontrei de amenizar esta fadiga. "Uma fadiga dividida é meia fadiga." Aprendi outro dia. De acordo com a inútil cultura popular, hoje é dia de enfeitar a casa de velas negras, perfumá-la com aromas de rosas secas, reler Temporada no Inferno de Rimbaud Arthur, alugar A Noiva Cadáver, decorar a moranga alaranjada de caveira gótica e colocá-la no alto da porta para se proteger dos fantasmas. Ou... Convidá-los a entrar em nossas casas. Não que eu seja supersticiosa, mas onde será que coloquei o pé que aquele coelho me cedeu involuntariamente para dar sorte?!  E quem precisa disso? Não diga bobagens. Hoje fiz exatamente o contrário do que costumava fazer nos outros anos. Passei debaixo de uma escada, cruzei com um gato preto e virei todos calçados de cabeça para baixo, como se quisesse e pudesse conjurar o azar. Esperei-o o dia inteiro. Contudo, esta pobre hiena não foi corajosa o bastante para me enfrentar. Fazendo um minuto do silêncio. Em homenagem a ele mesmo. A arte de fantasiar morreu. Vá com Deus! – sacramentei com devoção, como se quisesse conceder-lhe a Extrema-Unção. E o Oscar vai para?! Aí vem ela – a acionista majoritária desta empresa falida que chamam de: Vida. Todos se levantam para vê-la. A rainha das putas, a mulher de sorriso fácil, olhar agateado e decote avantajado já reuniu todo o coro dos descrençados para repassar seus intragáveis memorandos. Como a ex-secretária subiu de cargo? Simples minha gente. Ela deu pro chefe! A Realidade está na pista para negócio. Quem dá mais? (Você? ☜ ☝ ☞ Você?) Não sofro destes tesões vespertinos. Eu dou menos. Não participo destas gincanas de egos e sempre perco nos torneios de narcisismos. Houve um tempo, em que fiz parte da "Tribo dos Intensos." Notando que eles começaram a perder a noção de tudo, inclusive do respeito, abandonei-os. Tenho profunda admiração pelos intensos. São as pessoas mais desiludidas que conheço. São também os mais verdadeiros. Ao menos, eram. Regressei às minhas origens de "Frágil Primata". Essa minoria que ainda prefere esconder o coração em alguma mata fechada, por acreditar que o mundo não gira em torno das investidas às saias levantadas. O romantismo caiu em desuso, se é que algum dia esteve prática. Olho em volta e quase não reconheço a magia nos olhares dos que cresceram comigo, partilharam dos mesmos sonhos, dos mesmos segredos, dos mesmos sorrisos. Hoje me são completos desconhecidos. A Realidade colocou a Fantasia no banco dos réus da Nostalgia e esta promotora hostil ainda acredita que está fazendo justiça. E ouso dizer, a Nostalgia é a testemunha presencial de que, nem sempre, as coisas saem como a gente imagina. Aos que discordarem, por favor – a contradita. Enganam-se os que se acham livres para dizer o que pensam. Ao dar voz ao pensamento, fui refém das conseqüências. Não que isso tenha alguma importância, mas hoje estive relendo histórias que escrevi quando pequena. Por um instante, pareceu-me que aquela menina falava de mim mesma. Diários repletos de rabiscos contando histórias sobre um suposto romance negro que a Pipa teria tido com um Super-Herói-de-Vento. Relatos indicavam a existência de um possível bebê de milho que tiveram juntos e que teria sido raptado por um Bruxo encarquilhado. Vejamos o que diz este pedaço: "Para resgatar Dourado, agora Pipa e seu Super-Herói-de-Vento precisam enfrentar o Bruxo! Antes que o boneco de palha trançada vire sabugo." Ao rever aqueles jogos de palavras, neguei para mim mesma. Aquilo me pareceu um lance de dados. A roleta girava e na banca misturavam-se futuro, presente e passado. Um golpe de sorte teria sido o bastante para que triunfassem onde haviam fracassado. Nunca acreditei que o destino agisse por acaso. Ao contrário, quem tem determinação moral age, sempre, de modo calculado. Fiquei de olho nos resultados. Continuei passando as páginas tentando conter a sombra de um sorriso que se aflorava pelos cantos da boca. Apurei os sentidos e os ouvidos deram pela falta da melodia que, gentilmente, me servia de inspiração naquela hora. Por um momento as notas regressaram para essência de seu eco. Fez-se um silêncio especial. Tentei reavê-las e qual não foi minha surpresa. Até o espanto que é mudo, deixou escapar um grito de susto. Tchaikovsky aparecia diante de minha tela mental como uma inexplicável alucinação. Em um apocaliptico concerto espiritual, as cordas do instrumento afinaram-se atingindo  o impossível. Meus ouvidos explodiram ao som de duzentos violinos quando a orquestra chegou ao final. O calendário saltou imediatamente para o número 14. Naquele mesmo instante, aos esplendores, formaram-se os pares. Olhei o caderno e, ainda trêmula, levei uma das mãos ao coração. A silhueta estendeu os braços, elevando-os ao nível de minha cintura. Assenti com fascínio e, ao seu sinal, contive a respiração. Num compasso binário, nos entrelaçamos à distância, estreando passos inéditos de um magnífico "Valse Sentimentale." E se bem lembro, no papel dourado, a última palavra que li foi: PERFEIÇÃO. Tentei abordar outro verso. Mas ele passou direto. Eu ri. Possivelmente de nós mesmos.


Lídia Martins

30 comentários:

z i r i s disse...

Contei até um, respirei fundo e assumi: Adicta. Ou uma bêbada qualquer... Que seja!

Passei anos enchendo a cara de palavras e não tenho vergonha nenhuma em assumir o torpor agradável que elas me causam e até a ligeira vagabundice imposta pelo ofício.

Deixei de ser 'normal' quando as coisas deixaram de me tocar. Eu não tive saída a não ser me esconder nelas, as palavras. Me esconder em mim ou em você. E cada vez ficando mais estranha ou igual a mim. Algumas palavras tem de ser bebidas no gargalo. Como estas. Agradado o meu vício, posso ir sorrindo dócil. Adicta.

Emocionante. Gosto dessas narrativas. Gosto de saber como pessoas como eu fazem com os minutos.

Um beijo da prima Ziris

Wabsinsk disse...

palavras que abrem portas do sentimento que muitos nem ousam espiar pela fechadura.. perturbador... seu dom... forte como a cor negra, lembrando que o branco é cor nenhuma...

Moreno Pessoa disse...

Fiquei sobressaltado quando a beleza, toda educada, apareceu tímida pelo Facebook e disse-me: - "Dance comigo!"... Antes que eu pudesse dirigir-lhe o olhar, consentir com expressões ou lhe beijar as costas das mãos para conduzir a dança, para lhe despir meus temores, eu, atônito, já estava sincronizado com o baile de seu íntimo dançante... (Nunca consegui entender-lhe o compasso, nem lhe ditar o ritmo). Essa ternura de cabelo revolto, de traços fortes, de beleza camponesa tem me intrigado sempre. Sim, almas nobres. Ela me cheira a terra molhada, traz o viço do verde - o longínquo nos olhos, lhe delineia o mapa de dentro. Chamam-na pipa. Nada há de mais verdadeiro! Mas não me iludo... Essa é outra pipa. Não daquelas que seguem os ventos, não, essa aí ordena a direção do zéfiro, do minuano e de todos outros cursos de ares. Brada-lhes: - " Sê! E eles obedecem!" Quando essa empina, sou eu quem vou pro alto... Ela tem me feito dançar, tem me levado ao sétimo céu, me apresentado os nove mil anjos do quadrantes do Universo. Ao vê-la hoje, lembrei que em meus sonhos, eu já rodopiava com ela... Valseávamos muito! Tem me trazido muita dor, muito corte e, juntos, temos chorado misérias humanas. Não, isso não é trágico. É como se a tristeza da Vida 'nos escolhesse' pra vomitar suas raivas... Nos meus sonhos eu lhe falo dessas coisas e que, o Amor, nos sabe, nos reconhece e, por isso, jurou-me que um dia, nós dois, com mais alguns, seríamos deveras afortunados. Segredou-me: - "Por onde escorre a dor, há lubrificação pra que Eu renasça melhor!"... É, Pipa... Sinto-me dobrado às sedas que te vestem as varetas, às rabiolas que sustentam o teu voo! Junta, imploro, tuas linhas cada vez mais às minhas, por favor!... Pois só assim, um dia, eu poderei te dizer: - "Dança comigo?" Neste dia, eu farei ziguezaguear as brisas, flautearei meus sopros nas folhagens ressequidas e, sobretudo, minha camponesa, serei eu quem te levarei às Alturas... Me aguarda?

Rayanne Albuquerque disse...

Olá. Eu não sei escrever tão bem quanto você, mas de qualquer forma, vou tentar: Tuas palavras são lindas, lindas, e nossa, são de uma leveza encantadora. Parabéns.
Ah, estou te seguindo.

Um 2012 incrível.

Alvaro Vianna disse...

Por muito tempo pensei numa existência absoluta. PERFEIÇÃO. E nem sei se exatamente no sentido em que você coloca no texto. Pensava que o perfeito era fazer as coisas certas e ser recompensado absolutamente com uma felicidade real.
Diante da realidade imperfeita do mundo estou querendo, de verdade, acreditar que dá pra fantasiar. "Dourar a pílula", como se diz.
Se texto me remete a isto: a arte, suprema fantasia, como você e poucos podem realizar, supre um tanto de nossa necessidade de felicidade. Ou talvez nem tanto. Mas há movimento. Tem ritmo. Ah, sim! Como a sua valsa.
Dança comigo? Não vai poder, eu sei, mas eu releio o que escreveu e sub-fantasio. É o que nos resta a nós que não somos artistas.

Que música linda, Lídia!

Blog do MotaMota disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
nacasadorau disse...

Bom dia Lídia!

E hoje são são 14 e a sexta feira feira se foi...
Mais uma vez adorei o texto.
Há um carisma especial no que escreve que me fascina tremendamente.
Soube de alguns, bem estranhos e "inúteis" costumes populares, que me deixaram um sorriso na boca.

Todo o texto é uma delícia.

Parabéns

Roberta Mendes disse...

Os rumos tiraram a sorte. Eu - a encruzilhada. Atravessaram-me os sentidos. Foram em mim.

nilson disse...

"o mal do século é a solidão"

Rafaelle Melo. disse...

Quando entrei nesse texto pela porta de sua primeira frase (na verdade melodia) entendi que um labirinto se abria diante dos meus olhos e que eu poderia não sair ilesa. Não deixei de entrar.

É que tenho a alma um pouco teimosa e, hoje, não muito apegada aos medos. E digo isso, porque vejo em ti uma coragem arrebatadora de ir no mais profundo sem medo de um arranhão sequer.
O que não acontece, não é Pipa?! Pois os arranhões são só carinhos que a vida por vezes faz para lembrarmos da nossa finitude recheada de possibilidades. E há feridas maiores que precisam sangrar até expurgar o que não serve mais.

Mas como dizia, entrei no labirinto... E fiz o que de mais atípico se faz ao entrar em um: me encontrei. Sua costura tão bem feita de palavras não permitiria o contrário.
E fiquei cá pensando: Com um pouco de ousadia é possível sim entrar em labirintos sem ser vão.
Acho que devíamos mostrar isso para aqueles que cismam em julgar-nos por medo de passar por nossas entradas, mesmo que o som de Tchaikovsky traga pesares, e descobrir nossa beleza.
O medo deles e as nossas dores. Mas é assim mesmo... Escolhas e consequências.

Escolhi entrar no labirinto, me enriqueci. Consequência: eu não saí ilesa.

Te abraço forte até perder as forças.
Estarei sempre aqui!
Sua beija-flor, Rafinha.

Guilherme disse...

Eu dancei com a tua poesia. Uma valsa que confessa a perfeição da prosa entre as palavras e cada um dos teus sentimentos.

Que delícia descansar meus olhos no teu reflexo e nas tuas cores, e levar meu coração pra passear no céu, com a Pipa colorida que tanto gosto! :)

Soraya disse...

Por instantes fiquei arquejante, suspensa nos ares da sua inspiração cintilante, indomável e peregrina... Se adjetivar é problema, aqui não posso me conter! Apreender-te é exercício de somenos, furor analítico suicida!!!!! E despida de palavras (fenômeno quase impossível!), balbucio meu alumbramento à mercê da sua melodia, dança cósmica a ondear a plenitude das nossas potências... Matéria sublime que ainda ousamos sonhar, anelar, perquirir e... cantar. Pois, cante. Cante, dance e valseie a odisséia dos nossos medos e bloqueios, dramas e enredos, espasmos e êxtases. És soberba e nada irá macular seu brilho, muito menos a estreiteza de portas e leituras. :)

Nei Duclós disse...

Viagem cíclica que parte da música e a ela volta, como num carrossel em que a poeta vai passando a mão nas muitas vestes da Realidade, desde a Desilusão, a Superstição, o Desencontro, a Imaginação e o Sonho. A esperança é a Poesia, soberana por todo o tempo nesta invenção permanente de uma nova natureza, uma que nos emocione de fato e nos resgate para a humanidade que perdemos. Pipa dos Ventos, a Tempestade da Palavra.

nacasadorau disse...

Amiga Lídia!

Vou partilhar no Facebook, depois, se me permite, gostaria de publicar o texto no meu Blog.
Diga-me algo.

Beijo

Antonio Sanches disse...

Bom dia Lídia

Recordando:

Hoje é Segunda-Feira e, já vamos nos dezasseis dias de 2012,
quem diria!...
Amanhã outro dia se seguirá e, ‘quiçá’ se estamos cá.
E depois... e depois... e depois?... Ninguém o saberá!...
O calendário não para mas,
a nossa vida acabará.
A arte de fantasia nunca morrerá!...
O imaginário do Homem tudo ultrapassará,
sem escrúpulos nem piedade, ele tudo alcançará!...
O Sol nasce todos os dias e,
Todos os dias, alguém perguntará:
É este o nosso Sistema?...
Ninguém responde mas, é pena.
Não sei se amanhã ainda estamos cá.

Gostei muito da sua 'reflexão'.
Parabens
Um beijo

A. Sanches

FlorAlpina disse...

Vim ler o texto que a Ná da(CasaDoRau)sugeriu.

Gostei!

Bjs dos Alpes

Luis disse...

Caríssima,
Vim pela mão da Ná e gostei imenso do que li. Vou voltar.
Beijinhos amigos

José disse...

Olá Lídia!
Também cheguei até aqui pelas mãos, da minha querida amiga Fernanda,e calha bem ser neste dia, que por acaso até não é sexta feira, é apenas um dia como outro dia quelquer, bom para ler o que escreveu. Gostei do que vi e do que li, e fico por aqui.

Bjs, José.

irene alves disse...

Foi-me sugerido pela Ná ler este texto,e valeu a pena.
Saber trabalhar as palavras, colocá-las em determinadas situações, induzir quem as lê a pensar e a imaginar o que efectivamente quererão dizer...
tudo isso pode ser real...irreal...
Bj.
Irene

Fernanda Fraga disse...

Pipa minha querida,
Gostei dessa valsa, de dançar-voar-com-você. lembro com perfeição qd vc Tuitou o primeiro paragrafo desse fragmento no Twitter e me inspirou naquele mesmo dia um pequeno poema:

http://mefaltaumpedacoteu.blogspot.com/2011/10/amores-partidos.html

Gosto de vir por aqui mesmo que às vezes as palavras somem de tanta sopro que inspiro por aqui.

Um beijo
Fernanda Fraga.

joaquimdocarmo disse...

Uma "Valse..." encantadora que... nem seus escritos juvenis, essas "histórias" onde sempre entram heróis e princesas - encantados ou não, sempre encantam!...
Que bela proposta para desconstruir superstições ou o que se chame aos dias "sexta feira 13" ou quaisquer outros!
Uma bela descoberta, esta janela que se abriu hoje, pela mão da Ná... ou terá sido o vento?!... Havemos de ver-nos mais, por aqui ou... no vento!
Bjs do Quicas

Vanessa Carvalho disse...

Voei nos teus textos.
Lê-los é como desprender a alma do chão e deixar-se ao ar das palavras.

Flores e uma ventania
de bons pensamentos, Lidia.

Fabielle Luber disse...

Oláá...adorei seu blog!! TÔ seguindo....
Se puder, me segue lá tbm.....ainda tô começando!!

http://fabielleluber.blogspot.com/

Bjus..

joshuatree disse...

O melhor de sentir nas tuas "cartas poéticas", é que tu no joga de um lado ao outro da imaginação, como a repetir teus movimentos. Até tua refinada ironia com algumas coisas, nos dá mais "cordão" para subirmos mais alto nesse céu imaginário. Estou agradecido,alegre e contente por isso. Alegre por sentir-me livre quando envolvido pela história, contente, porque ler o que a gente gosta,é como ganhar um presente.
Obrigado.

Sonhadora disse...

Li este texto na Ná e adorei...estou seguindo para voltar mais vezes e beber desta fonte.

Um beijinho
Sonhadora

Cronollogias disse...

Tu é arisca e desconfiada, como um animal em extinção, teus dedos digitam por instinto, não por razão.
É isso que faz dos teus textos, uma perdição ...

Saudações!

Maria Oliveira disse...

Oi,vim conhecer seu Blog,amei e já estou super seguindo,parabêns por seu cantinho e muito sucesso aqui!

Te convido para conhecer meu Blog e se gostar e puder seguir também,será muito bem vinda,sinta-se em casa!

Ah,tem 2 sorteios rolando por lá,participa! :)

http://umamulherbemvestida.blogspot.com

Blog do MotaMota disse...

Parabéns para ti. Agora que eu entendi seu texto. É uma forma de homenagear as pessoas, acontecimentos e coisas que lhe causam afetos, mesmo os tenebroso. Passei muito tempo para entender mais de uma semana.

Leo disse...

Mas os meus olhos que viram a certa escada e o gato, avisou me do perigo, não pude respeitá-lo, hoje o dia chove e quero riscos escorregadios, quem sabe talvez, na queda de um azar não encontre a sorte morta no chão.

Um beijo, Pipa!

Solange Maia disse...

você é um escândalo.....

te ler é necessário.
És provocante e absurdamente sofisticada em sua simplicidade....

caramba....
uau !!!

parabéns !!!

beijo carinhoso