9.13.2011

Flor é rastro de respiro.






Sou roseira terrena, carnuda, violácea, o bem-me-quer da margarida

sonhado pela mão dos príncipes com cavalo e espada das poetisas,

com matizes em lilás, roxo, azul, rosa, uva, carmim, púrpura,

exuberância muda da pele de um broto furta-cor noviço

que cresce regado à conta-gotas de lágrimas 

sobre ele derramadas.

Suspiros...
Lídia Martins.

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