Hughie Lee-smith, 1957.
É certo que estou em
algum lugar dessa imagem,
sem outras testemunhas,
além das cores.
Ela tornava o céu
ciumento com as suas cores. E o que vinha dele era solitário como a versão de
um poema inacabado. Cuidava de uma lâmina rija que lhe fazia pequenos cortes, e desejava a ela uma boa noite de chuva vermelha. Mas ela era doce o bastante para fazer
com que ele se abrisse em sol. Como quem lutava para que a fantasia não
desaparecesse, bordava seu nome nos ares. Brumoso comenta que a carrega, à deriva na via Láctea, arando o céu de estrelas com a força de seus mistérios.
Porque seu amor está entre o céu e a terra, num secreto calendário dedicado ao
vento.
lídia martins

3 comentários:
Surreal
Abração
Gustavo
Que lindo isso...
Beijos!!
Lindíssimo, Pipa!
beijos :*
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