Header

Header

11.03.2009

Das constelações

Ela tornava o céu ciumento com as suas cores. E o que vinha dele era solitário como a versão de um poema inacabado. Cuidava de uma lâmina rija que fazia pequenos cortes. E desejava a ela uma boa noite de chuva. Mas ela era doce o bastante para fazer com que ele se abrisse em sol. Como quem lutava para que a fantasia não desaparecesse. Bordava seu nome nos ares. Brumoso comenta que a carrega. A deriva na via Láctea. Arando o céu de estrelas com a força de seus mistérios. Porque seu amor está entre o céu e a terra, num secreto calendário dedicado ao vento.

3 comentários:

Anônimo disse...

Surreal

Abração

Gustavo

Cris Teles disse...

Que lindo isso...
Beijos!!

Noemyr disse...

Lindíssimo, Pipa!
beijos :*