10.20.2009

Voa coração

Então a vontade é mesmo de céu. A última tempestade encharcou a Pipa. Suas palavras ficaram molhadas. Mas ela se lembrou que era criança. Então desamarrou as fitas e adestrou as linhas com brandura. E dali pra frente ela brincou de chuva. Viu que era bom se lavar vezenquando. Principalmente em Outubro. Que é o mês da esperança. Não descansou as retinas até achar o tom. Depois ficou serena outra vez. Jogou um balde de tinta azul no céu. Pintou um arco-íris e escorregou em suas cores. E a noitinha, uma estrelinha cadente voltou a riscar o seu céu. Aquela. A Vingativa. Caiu bem na sua rua. Ela a soergueu mais uma vez. Oh estrelinha desajeitada essa. Mas é especial. Porque ela deixa a Pipa voar no céu. E faz ela sonhar por dentro. Mas nunca se soltar dela. Porque é ela quem estabiliza seus vôos. E a mantém viva e colorida no imenso azul. Mas sempre, no alcance de suas mãos. Porque não se quebra promessas. Principalmente feitas à luz de estrelas cadentes. E tudo o que ela sabe agora, é que seu brilho fugaz vai ficar para sempre. Porque esse céu foi inventado pra durar.
Por Pipa. A que pensa nele com o coração.

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