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12.18.2009

Das cores

Passou a noite em claro, endireitando os quadros. Ela, o cão e seus escritos. Amanhecia, não havia ninguém na calçada. Estavam todos três mais ou menos em paz. Mas ela não queria. Ela não queria. Deixou que o frio a abraçasse. É porque daquele frio vinha um fogo. Ela gostava de viver incendiada. É que ela tem um jeito apressado de olhar as coisas. E algumas explicações ela não sabe dar. Mas ele não acredita. Mesmo sabendo que ela não mente. E pouco importa agora que os cães rosnem lá fora. Ou que os carros atrapalhem a entrada no portão. A bagunça dessa casa também é culpa dela. Quem mandou se lambuzar de tinta? Dessa vez, ela pintou até as traças. Mas é branco que ela põe. O preto ela deixa para uma outra ocasião. Pipa.

4 comentários:

Marcelo disse...

Sempre é bom deixar o preto pra outra ocasião...mas é dificil não usar todos os dias..

Vanessa Souza Moraes disse...

Então... deixemos ela arder!

Anônimo disse...

Lindo. Lindo.

A menina Pipa de branco. Isso é sonho que eu sei. Mas só sonho. Mas só sonho.



Um beijo

Diego

ticoético disse...

o preto pode ser bom,pode cair bem,pode fazer bem também,oras,mas quem controla a linha dessa Pipa hein?! hehehe,enfim,belo texto.
abraço !