10.19.2009

Ensaios


Hoje ela viu uma chuva que não era de água. Era de estrelas maduras. Os pingos dela valsavam num céu Todointeiro. Salpicado de azul. Guardou-os. Todos. Num pote desses de doce que ela tem. Que é pra não esquecer o gosto. E ancorou o pensamento. Nele. No que tem fome olhar. Ela imaginou como ele iria romper os limites apertados do seu arranjo existencial nesse sistema de coisas. Já que estava confinado em seu quintal. Mas nem ela nem ele, ou qualquer pessoa dessa história poderiam responder mais. Tal como é o destino minha gente, não anuncia peripécias nem desfecho. Ela teve vontade de apagar as luzes...Sem pensar no todo. Queria ser parte.


Pipa. A que quer.

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo demais!
A questão é essa mesmo!
Fazer parte!

Preocupa com nada não!