10.23.2009

Azul assim. Com força.


Ela acendeu um castiçal com velas brancas. E assoprou sobre ele um líquido azul flamejante. Aquele. Do sul. O ar estava ficando úmido e frio. E não obstante a hora avançada. A luz cintilante que vinha da vela iluminava de novo os seus olhos de dentro. Inaugurando a primavera e recolhendo a vontade de inverno. Foi quando o silêncio começou a espumar. E ao seu redor dissipava-se a tempestade de fora. Num terrificante espetáculo de luzes e cores. E o cheiro forte daquele pó tóxico, que havia deixado o ar comprido e a vista cansada, recolhia-se para o abismo de onde tinha vindo. E para onde sua serenidade jamais seria levada.
Por Pipa. A serena.

3 comentários:

Cris Teles disse...

Tudo é lindo e doce aqui no seu blog! Encantei-me!
Beijos!!

Cris disse...

Voa ... que eu voo junto!

besos

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Anônimo disse...

um azul bem dançantee pra vc!!!

Débora Vasconcelos