Então foi só um pesadelo. Acordo. À luz do infinito. Da minha luminária. Apresso-me a lembrança de um sonho em fuga. Era uma estrela ou um cometa? Vigio-a. Tentando descobrir se é daquelas que passam ou que ficam. Mas ela sorri. E me confunde. Decido apanhá-la. Trancafio-a em meu pote de doces. Na ala dos amargos que é pra servir de castigo. É uma estrela de mil pontas. Observo com distância. Daqui. Da porta estreita de minhas exigências. Ela não tenta fugir. Como eu poderia arrancar dela a confissão de um crime que não cometera? Em meu patíbulo lhe ofereço a forca. Ela faz o sinal da cruz e diz que aceita. Coloco suas pontas no fogo de minhas caldeiras emocionais. E de ciúmes. Derreto-as. Como quer incinerar um coração desacreditado de fábulas. Outro alarme falso. Absolvo-a. Malditos diagnósticos precipitados. Que no peito, duram o tempo de uma vida.
Pipa .
3 comentários:
tudo o que é de dentro parece ser sempre interminável, penso eu.
beijocas...
Adorei esta metáfora simples do que está passando contigo.
;*
estou te seguindo.
Adoro toda vez que posta alguma coisa.
Tudo aqui tem profundidade.
Beijo do Tiagão
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