8.01.2011

O Último sopro de agosto


 
 




Ainda há pouco fiz menção de me aproximar das janelas.  Observei o modo como o vento ondulava entre as cortinas e detive-me um instante para adentrar o mistério daquele momento. Afastei-as de par em par e esperei que ele me soprasse o segredo. Brandi as mãos nas grades descascadas e tentei  impedir as lágrimas de ferrugem que se derramavam como uma nascente de  bronze líquido às margens das vidraças. Senti que a mão anônima do vento me acariciava. Pousou em meus cabelos, rosto, lábios e parou ao lado esquerdo do meu peito. Eu, paralisada, assenti em silêncio. Fechei os olhos e deixei que suas mãos fizessem o percurso, fantasiando que, se eu apurasse os ouvidos escutaria os seus sussurros. Abri os olhos para vê-lo. Tinha a forma de uma miragem a vapor que parecia solidificar-se na penumbra. Deteve-se sobre os meus olhos como um espelho, como se quisesse saquear-me a imagem. Nossos corpos se encontraram no reflexo. Lembro-me apenas que mergulhei naquela miragem a vapor, sentindo um frio que me penetrava com ardor, explodindo-me por dentro. Enfeitiçada, a miragem a vapor transcendia-me.  Não sei dizer se chorei de dor, de medo ou de fascínio. Senti uma paz estranha me envolvendo. A dor havia sido substituída por uma maré de luzes e cores que me cegaram por um  determinado tempo. Abri os olhos. Tentei me levantar, mas caí para trás, embriagada. Adormeci sob a penumbra violácea da madrugada, sentindo na pele um frio intenso, mas que, estranhamente, aquecia minha alma. Na manhã seguinte, quando a luz do sol fuzilou as vidraças, abri os olhos e vi a mim mesma flutuando como uma pena que escapava com sanha pelas fendas da janela. Consultei a consciência na expectativa de que ela tivesse uma explicação razoável para o que tinha me ocorrido naquela madrugada. E como  eu imaginava, ela foi incapaz de articular qualquer palavra. Olhei em volta e senti um vazio imenso me apunhalando pelas costas. Amanhecia o dia primeiro daquele mês assombrado do qual nós dois nunca  falávamos. Agosto havia entrado pela ponta dos pés, e,  aquele mês que só vivia no calendário, estava de volta para fazer seus talhos na madeira cinzelada da memória. Em plena luz do dia, vi o fio de sua navalha lamber a ferida  e uma nuvem vermelha de sangue se espalhou lentamente sobre a minha testa. A oceânica certeza que a luz da realidade havia despejado sobre aqueles dias, começava a refluir em meus olhos, marejando-os de lágrimas. Olhei para o céu tentando buscar no azul celeste de seus olhos a razão destes muros cada vez mais altos que as distâncias tem levantado. O dia, deslumbrante, parecia um espelho brilhante a refletir a alma curvilíena da cidade, que, letargicamente, naufragava entre as luzes. Como eu havia previsto, a tarde transcorreu como uma ilusão. A noite caiu como um vidro que escapa às mãos para satisfazer aos caprichos de alguma distração. Levantei os olhos para o céu como se quisesse encontrar alguma resposta ali deixada. Olhando-me sem piscar, as palavras entram em órbita dentro de sua boca, e o céu, emocionado, não foi capaz de dizer nada. Naquela noite, por alguma razão, as estrelas não tremeluziam sobre o pano negro e sem fundo do infinito. Eram apenas pontos cegos de uma trilha celestial que dava para lugar algum. Perguntei-me se eu havia perdido a noção do tempo, ou se ele teria sido tão sensível ao meu sofrimento, que não passaria por mim, assim, apenas para me recordar que a minha vida estava passando. Agradeci ao tempo pela compreensão que teve ao não condicionar-me ao relógio do mundo. E agradeci, sobretudo, o fato de ele não se limitar a pedir que ao final do expediente de cada  segundo, cada minuto, cada hora e cada dia trabalhados, o relógio batesse quantativamente o seu ponto, para obrigar-me a ajustar o meu tempo interno ao da percepção do universo. Se o fizesse, certamente chegaria à conclusão de que o desperdicei para muito além do que calculo. Acabo de sair de uma dieta forçada de isolamento. E sabe o que fiz em todo esse tempo? Eu corri. Fantasiei que, se eu não olhasse para trás, que se eu corresse, que se eu não parasse de correr, que se continuasse correndo, ficaria fora de alcance o bastante para não ter que escutar os gritos surdos do passado. Quando estava quase chegando ao meu destino de nada sentir e nada esperar, quando achei que tudo à minha volta havia silenciado, a certa altura o ar me faltou. Parei um instante para recuperar o fôlego. Lembro que senti alguma coisa me comprimindo o peito, e fosse o que fosse, estava doendo. Expirei e inspirei como se quisesse e pudesse recobrar o juízo dos pulmões, tentando imaginar onde eles estavam com a cabeça ao me negar o ar que eu precisava para respirar. E foi ali que me lembrei.  Os pulmões se expandiram como se quisessem libertar-se da prisão sufocante da carne. Em resposta à minha falta de ar, vieram um mar de sentimentos que me correram bem dentro. A onda crescia vertiginosamente e aquelas águas antes, represadas, dominadas, encoleiradas, arrebentaram com valentia as comportas do meu peito. Eram sentimentos. Os mesmos que sufoquei aqui dentro. Em minha corrida, saí tão obstinada a tomar distância dos fantasmas, que não notei antes de sair de casa, que a imprevisibilidade do tempo anunciava ventos fortes, trovoadas rancorosas e tempestades descontroladas. E a previsibilidade do meu coração não escapou às conseqüências. Como prêmio de consolação, restaram embarcações viradas, lemes e hélices ondulando na maré alta, e, sobretudo, minhas memórias, rebrilhando sob a face trêmula das águas. Ali compreendi que algumas coisas são imorredouras, e, esta característica trás consigo a prerrogativa inarredável do escape. A embarcação do meu orgulho foi virada e atirou-me neste mar aberto. E confesso, as águas são frias ao extremo. Estou em alto mar e agarrada a uma taboa de madeira, de onde fantasio que converso com você e contemplamos o pôr-do-sol da janela do meu quarto, único lugar do mundo onde podemos ficar à salvo, e sopro aos seus ouvidos estas palavras esculpidas nas rochas do meu duro silêncio. Eu menti quando disse que não sentia mais nada. Eu menti. Em minha defesa, posso alegar que esta foi a única que você escutou de mim. A nevasca do século está se aproximando. Nos ventos de agosto, o frio  vai lhe acariciar o rosto como se quisesse descobrí-lo novamente em um sopro. E eu sei que dentro em breve, o frio vai congelar tudo, até as lembranças do último verão que passamos juntos. Sei que o gelo vai fazer arabescos nos cantos dos vidros, e que você vai tentar dissuadi-lo com as pontas dos dedos. E sei também que será impossível. É para aquela praia de areias incertas que o passado que invariavelmente nos transporta. E à distância do que já não somos a solidão crescerá como  as ondas que arrebentam todas as noites naquele farol. Se escolher o destino de sentinela, a casa do farol vai se tornar uma miragem de silêncio entre os rochedos, e esteja certo, assim como a sua solidão, ela vai aumentar de tamanho a cada inverno. Mas se mudar de ideia, eu ainda estarei por perto. Sufocar os sentimentos. Foi esse o nosso erro. Quando pensei que, fugindo do meu passado eu pudesse evitá-lo, ao final da maratona, era ele quem estava à minha espera na pista de chegada para cortar a faixa.  E não foi da vitória. O coração - nunca duvidei que fosse morrer em suas mãos. Contudo, voltar atrás e assumir que compartilhava a mesa com um fantasma não foi o que me doeu mais. Atravessei desertos de papéis para alcançar o nosso extremo. E o que encontrei foi apenas um sopro de fantasia nesta nevasca de realidades, que não tardará a nos cobrir por inteiro. Fui desintegrada da crença sólida de um todo, que sequer chegou a ser parte. No tempo, fui só eu quem tinha parado. A vida lá fora, indiferente, havia continuado. E pode  manter a distância que quiser. Não vai dar certo. Eu sempre sei quando você está por perto. Ainda  penso que o destino seja um truque da memória à espera de que  possamos descobrí-lo. Não posso acreditar que seja só eu, quem tenha ficado, para sempre, na memória daquele verão. Não (...). E não tornei a vê-lo. Mas todas as noites, às escondidas, enquanto ele dormia eu fugia com a sua alma entre os dedos. 



O bilhete está sobre a lápide, caso acorde...


P.S.: Sinto sua falta amor. Em agosto, sentirei ainda mais.



Lídia Martins

28 comentários:

Roberta Mendes disse...

Li. A voz do pensamento intercalava suas linhas e o sentido, verso a verso, de Coming Back to Life (Pink Floyd), de cuja primeira audição efetiva nunca me recuperei de todo. Ao ler, constelava-me de imagens, as suas. Desloquei-me imensamente no enquanto lia, sem distração. A profundidade vertigionsa exigia vigilância, atenção, marcadores pelo caminho. Como é que se sai de dentro de você, Lídia? Este homem foge para não perder-se dentro da fulguração do encontro. Quase tenho pena de sua pobreza, depois de ter tido tanto. E de você, que é em si mesma todo uma forma nova, adverbial, de irrecusável intensidade. Nem todos estão preparados para ser tão vivos. Perdoa-lhe a falta de ambição, irmã. O tudo é para poucos. Apenas para os que se escolhem e inventam.

Roberta Mendes disse...

Não sei se ficou claro: a pena que tenho é dele (não de você), por ter tido tanto de você e haver renunciado à troca. Nós, que apenas lemos, nos sentimos saqueados quando você se ausenta. Imagina ele...!

Rafaelle Melo. disse...

Confesso que ler essas tuas linhas, ao som de Chopin, foi tão dilacerante que meu coração ainda está ofegando querendo gritar. Mantenho ele mudo pois me faltam palavras. Me falta. Este agosto vai ser vazio, mais uma vez... E nas linhas encontrarei froças para não começar a correr dos fantasmas... Ah, os fantasmas continuam por aqui...

Te abraço.
Me abraças.

E agosto vai passando...

z i r i s disse...

O princípio do fim

E nada foi vazio, não. Não para quem sustenta entre os dedos esta partitura de gemidos. Nenhum escritor gosta de criar finais. E esses sempre lhe são solicitados.

As alucinações, assim como os sonhos, não se realizam... ou deixariam de sê-los. Para tal, deveriam ser chamados, desejos.

Daí eu nos pergunto Lídia, e se alguém nos tivesse dado amor e motivo real para sofrer um término, o que faríamos? Qual seria o tom deste tão desconhecido poema?


Admirada, te abraço.

Ziris

R.D.S. disse...

Seu blog é maravilhoso

Roberta Medeiros, disse...

Senti ternura, pena e medo. Fiquei perplexa por um momento tentando avaliar minhas atitudes, tentando enxergar se eu faço tudo certo, pois tenho medo de sentir a dor da saudade. Achei lindo, espero que tenha coragem de enfrentar o que tiver que ser.
Um beijo flor. =)

Peão de trecho disse...

Muito bem escrito o seu blog, achei tambem com um visual maravilhoso bem limpo, os textos então que são o motor do blog são de uma ternura e de uma força espetacular. Tenho um blog em que eu tento despertar beleza com minhas poesias e com minhas experiências de vida que em alguns momentos se tornam um só, gostaria muito que alguém com a sensibilidade que você possui visitasse o meu blog e oferecesse a sua opinião, participasse e vivesse alguma emoção ao ler esses poemas, se gostar indique a visitação aos amigos, se não gostar indique aos inimigos. Muita energia pra você.

Leo disse...

Andei relendo velhos livros, de páginas desgastadas e histórias superadas, mas agora virei a página...Quero um livro novo com uma história linda e envolvente. Porque depois de tanta dor, é isso que merecemos.

com um sorriso e uma maçã.
te beijo e te aperto.

Anônimo disse...

Lembro-me bem:

Certa feita, um Xará - meu
e Ilustre Burundunga
(Coisas de Gênio / "Paciência": Buffon)
em fulgás Crõnica Abstracionista,
arrolu-nos a Hipótese do q teria acontecido com o Personagem de Ingrid Bergmam no Filme CasaBlanca,
caso não tivesse a Helena
pegado aquele Avião /
não exporemos o Quadro Expressionista -
para tb preservar demais Hipóteses, em particular, as q porventura não tenham cunhos Arrivistas.

No Mais -
gostaria de salientar q acredito nesta Lida -
e Amor q parece "anteceder o Ser"...
e com certeza nos valeria no Céu alguma Anuência.

Mas - o q q eu to falando!?
q eu não sorvi de todo /
Clemência - Senhor!
Clemência...

Ju Fuzetto disse...

Tenho medo do vento, das folhas reviradas na calçada, das lembranças que ele traz de volta...
Esse texto doeu tanto. tanto.

Um beijo Pipa

Be Lins disse...

Ganhei a sexta-feira com sua visita, e as suas palavras. Você sabe da minha admiração, não?... Felizes são seus amigos que estão por perto, aqui de longe, sinto falta de uma vizinhança que não ocorrerá.
Mas, tudo bem, isso não impedirá que eu guarde o segredo das suas atividades clandestinas, fique susse!

Quanto a função de hoje,
à hora mágica,
trate de conseguir e me contar, para que eu também re-acredite em certas coisas. De qualquer forma, oque vale é seguir.

Obrigada Dona Pipa,
e tome lá um abraço,
que é coisa boa e de coragem.

[Mesmo longe, tamo junto]


*

jessielle fagundes fonseca fonseca disse...

legal :)

Andressa disse...

Em agosto a saudade é sempre maior, realmente.

Anônimo disse...

Excelentíssima PePipa!
Meu Arcabouçozinho De Conduta...
Me escuta.

Venho por esta declarar fielmente
q o meu Dó-Comentário acima
tem no Bojo da Questão
apenas o concernente a esta minha Vida turva;
mormente ser uma Vida de Luta
(O Poeta tb merece ser salvo de uma Vida Dissoluta)
uma Vida dedicada ao combate
da Só-Negação...
e a q Conclusão cheguei!
nenhuma/
totalmente dividido q fiquei
entre o Sabão e a Espuma/
e varando o Campo agora -
então me despeço /
e mais uma vez, trôpego
q vai-me por debaixo do Braço
um pedaço do Céu,
por qual feneço -
e por isso minha recorrente e inconsequente
Leitura Dinâmica/
daí q, de forma alguma - em momento nenhum
(eu declaro)
quis dizer - quis falar
que tua Leitura
jamais me deixasse de ser
Enriquecedora e Divirtida.
Revira-voltante Cognição.
E Magnânimica/como não!?

Direto do Leasing-Tower
para o PipaNews.
Por Pirrolin
(mas Vc sabe)
Pirrolin
(Olha o Bordão)
mas formado na Soulbone.
Shaun-shaune.

。♥ Smareis ♥。 disse...

Oi, cheguei aqui trazida pelos ventos de agosto. Seu texto me fez rever tantas coisas, tantos sentimentos, como se tivesse eu mesma me lendo.As vezes o vento trás lembrança jamais esquecida, e revira a nossa vida de uma forma que ficando sem saber o que fazer.Eu me vi dentro do seu texto.Mês de agosto é mês de lembrança muito forte na minha vida.
Gostei muito do seu blog e ja estou te seguindo. Convido a conhecer meu blog, e se gostares me siga também. Um abraço e ótima semana

Smareis

Mulher Vã disse...

Foi a punhetice mais poética que já li até hoje. Escreveu com a mão esquerda?

Muito bom, sua canalha, me arrancou lágrimas de gozo!

Luzia Medeiros disse...

A morte é uma transformação, uma mudança de estado, daquele palpável que a gente conhece bem, aquele que podemos reter nas mãos o amor, a pele, aquele que é possível ainda nos agarrar com nossas fantasias vestidas de vida e esperança, e de repente tudo se transmuta em ar, como uma miragem, um sonho bom de sonhar, um pesadelo de acordar, sedentos da necessidade fisica de tocar a felicidade com os dedos, traze-las de volta. Nada deixou de existir, nada se acaba para sempre, tudo apenas muda. Matar um amor, é arrancar pedaços do coração, que não pára de bater jorrando lembranças sobre nós, como quem joga as roupas pelas janelas, dói, ficamos capengas, ficamos pequenos, frágeis, somos sombra, viramos também miragens de nós mesmas, e já nem nos reconhecemos mais, desenganamos nossa história. Mas a cura vem com as voltas dos ponteiros do relógio invisível da alma, e temos que reconhecer que parte de nós, se foi, mas somos tão grandes ainda, que o coração se acha na obrigação de bater, para se fazer presente. Paremos de nos ater as roupas jogadas pelas janelas, e despejemos as lembranças sobre as lápides de quem se foi, a vida ainda pulsa entre os nossos dedos, e nosso coração, menor, mesmo mutilados, guardam lugar para uma esperança esquecida, desbotada, mas viva de que nós estamos aqui, papel e tinta, gaivotas de poesia, prontas para voar na beleza dos dias, deste inverno, que finda, trazendo as flores de uma primavera nova, de cores e conquistas. Brotam botões de rosas sobre a neve que se derrete, e o branco dá lugar ao verde, ao vermelho, as violetas, margaridas, e tudo parece tão belo, que nos perderíamos sem hora para voltar, do nosso jardim da vida. A natureza, Pipa, de quem escolhe o amor é forte, é livre, e conhece o valor das estações, sabe mudar as emoções, vive-las intensamente, da dor a plenitude da alegria, entende que tudo passa, com o passar dos dias. Haverão muitos verões, outonos para cortar nossas folhas secas, invernos que descansarão os caules que sobraram, primaveras que nos tornarão inteiras, esperando pelo sol para nos iluminar. Viver é mudar, e renascer a cada dia.

Te deixo com as minhas citações preferidas de Cecília Meireles:

"Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira"

" E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim."

Estamos juntas nesse inverno rigoroso, e tb nas próximas estações!

bjs da Lu e do Universo!

Luzia Medeiros disse...

Garotinha, tem um chamado para você no meu blog! Dedico a vc o meu post de hoje! To te esperando!
Beijos! E por favor, passe a barra de rolagem, vão soltar cócegas pelo monitor agora, e elas vão percorrer pelo corpo como pulgas num cachorro, para te fazerem rir, e esquecer desse choro bobo!
Palavras bonitas só para quem merece! E vc está dentro!
bjs de novo!

Elis Barbosa disse...

Ontem, depois de pôr no chão o cansaço, resolvi passear pela incubadora de palavras que ainda estão a se tecer, dentre tantos trechos havia ali um filho pronto, renegado por expor a tecitura de minha alma amassada. A saudade espremendo tudo por dentro, até eu ficar muito pequena, esperando pelo abraço redentor. Obrigada por ter passado para cobrir-me, a noite estava mesmo fria.

Te abraço com fervor

Everson Russo disse...

A falta do amor, da pessoa amada é bem mais forte e latente que qualquer agosto possa sonhar,,,belo seu blog amiga, adorei sua visita, prazer em conhecer, volte sempre,,,grande beijo de bom dia.

Everson Russo disse...

Um belo final de semana pra ti amiga querida,,,paz, amor e muita poesia...beijos.

Paulo Arruda disse...

Filha, esta é a primeira vez que passo em sua página...
E quanto tempo eu perdi por não saber da existência dela.
Seu texto é detentor de uma dor que me é comum.

Um doce abraço do seu mais novo seguidor. ;)

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Olá.

Há palavras
que nos fazem
viajar em sua ternura...

Saudade...
Há dias onde ela
parece ser maior...

Viver é sentir os sonhos
com o coração.

Evanir disse...

Muitas Vezes Deus Tira Alguem Que
Amamos Tanto.
Mais Esse Mesmo Deus Traz Alguem
Que Aprendemos Amar..
Por Isso NÃo Devemos Chorar
Pelo Que Nos Foi Tirado
E Sim ..Aprender A Amar O
QUE Nos Foi Dado ..
Nada Que È Nosso Vai Embora Para Sempre.
A Você Com Muito carinho um
feliz Domingo (DIA DOS PAIS)
Beijos No Coração.
Evanir.Carinhosamente seguindo seu blog.

Velho Santiago disse...

Respondi sua resposta. Com carinho. Bjo!

Renato Cabral disse...

Nasci em Agosto. E em todo agosto morro mais. Morremos todos em todos os meses, é certo. Mas Agosto é o que mais mata. Mata de frio, de solidão e de saudade. Tire a prancha da água. Faça uma cabana com ela. E se proteja do vento gelado. Vá jogando letras na fornalha. Elas não lhe faltarão. E, assim, você não morrerá de frio. Nem em Agosto.

♥→ A Pétala... A Thati ♥ disse...

Pipa querida,

Meu coração se encontra como o seu, talvez ao lado do teu, nesse pântano pegajoso e frio. Tenho feito orações silenciosas por nós duas que algo nos salve, quem sabe até que nos devolva alguma esperança e se não for pedir demais um sorriso mesmo amarelado.
Ou isso ou a escuridão...

Beijos da Pétala

Thatiana Vaz

Blog do MotaMota disse...

Uma crítica severa a esse texto. Na parte da descrição você salta de imagem para outras imagens. Tente manter uma constancia na descrisção fazer trazições imagens mais suaves.