12.03.2009

Do que vai nele

Ali tinha sol quase todos os dias. Ela nunca mais o encontrou na escada. O relógio da cozinha parou. Enquanto isso, raspava o chão na nevasca. Cintilado por uma explosão de balões coloridos. De tão leve. Se confundia com a nuvem, como fosse o dublê de um pássaro. Ela tinha tanta coisa pra dizer, gente. Mas ele é amante das alturas. Lá na torre tem até um observatório. Que gestos escassos meu Deus. Essa coisa de criar uma distância de segurança. Nenhum movimento em direção ao telefone. Ele só olha em volta da lista, escorrendo os olhos sobre o catálogo de pessoas confiáveis. Tem gente que precisa de distância para ter clareza de sentimentos. É o tal do pé atrás. Ele é uma porta fechada de um casarão antigo. É preciso coragem pra abrir. E um pouco de receio, porque a gente nunca sabe o que sai lá de dentro.


Pipa 

5 comentários:

Anônimo disse...

Gostei da analogia.
Que confusão essa sua cabeça! rs

Beijo

Tiago

Anônimo disse...

Adorei esse!

Fofo demais Pipa.

Abraço

Leo

renata carneiro disse...

sorrisos nunca podem faltar, nunca!

um beijo risonho, querida.

Anônimo disse...

Até na dor vc é leve!
Encantadora menina...

Bjim

Ana

Anônimo disse...

Amei esse Pipa.
Tou igual que nem.

Um beijo pra vc

Andrea