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11.26.2009

Dos dias

Vinte e seis. Noite. Quinta-feira. Então ele achou que a conhecia por dentro. Converteu o coração em sal por um julgamento precipitado. O tédio era tão grande que mudava o sabor do vinho. Esperou que ela fosse ao seu encontro com palavras de amor. E confessasse uma culpa que ela não carregava. Queria que ela revelasse o segredo daquele silêncio. Algo miraculoso lhe ardia o peito. Mas como quem não se ajoelha. Ele não quis ficar por perto. Ele nada mais podia ver. Não sabia que ela trazia no rosto a cor cinza de um dia sem céu nem nuvens. E sentou-se a beira de um mar sereno, perolado por gotas de uma dor mansa. Gotas guardadas num frasco de luz. Que ele esqueceu em algum canto.
Pipa.

6 comentários:

Anônimo disse...

"...feacasso de luz..." Bem vinda ao inverdo, navamente.... mas eu prometo....dias de luzes virão!

renata disse...

quando a mesmice tenta botar banca, a gente espanta...

um beijo, querida querida!

Anônimo disse...

E quantas vezes isso acontece na vida, né?

Lindo.
Amei!


Beijo

Tiago

Anônimo disse...

Eu me identifiquei com esse viu. E muito
Vc escreve lindamente.
Espetacular!

Bjuuuxxxx Tiago

Anônimo disse...

Ele tem um pequeno problema de saúde
Não pode pegar vento
Mas ele quer ficar perto do mar
Quer esclarecer o pensamento
Mesmo sabendo que isso vai lhe trazer um mal
Ele insiste em permanecer na praia

pollyclessio

Anônimo disse...

Contempla as ondas
Contempla o vento
Que lhe fazendo tão mal
Acaba por trazer o prazer que há muito esquecera
Ele quer voar
Ele olha pra pipa
E prende-a no pensamento
Ele é lento
Por isso precisa do vento

pollyclessio